Medicinas Complementares versus Medicinas Convencionais
Cada vez mais se ouve falar em medicinas alternativas e ou complementares. A oferta e a procura crescem inevitavelmente de mãos dadas.
Actualmente, nos Estados Unidos da América e em muitos países da Europa esta medicina encontra-se implementada nos hospitais, no sentido de complementar a medicina convencional. Facto este que, inevitavelmente nos países em que surgiram, detentores de estruturas económico-políticas sólidas, têm sido alvo de diversos estudos com resultados bastante satisfatórios em termos de benefícios/custos.
As medicinas complementares, oferecem-nos assim um vasto conjunto de práticas destinadas a curar a doença, a manter a saúde e o bem-estar, a um indivíduo holístico. O Reiki apresenta um sistema de auto-tratamento que faculta um desenvolvimento e uma evolução pessoal, evidentemente benéfica.
Todas estas medicinas complementares da qual fazem parte, a tão conhecida Acupunctura, o Reiki, o Tai Chi, a Meditação, a Homeopatia, o Yoga, entre outras parecem fluir de abordagens muito diferentes embora todas elas partilhem as mesmas bases e perspectivas em relação ao corpo humano e o lugar que este ocupa no Universo - A Medicina Tradicional Chinesa.
MURRAY e RUBEL ( 1992, p. 63) definem a medicina alternativa como “um conjunto de práticas oferecidas em alternativa à medicina convencional para preservar a saúde e tratar os problemas relacionados com esta”. No entanto sabe-se hoje que é mais correcto designar-se este tipo de medicinas por medicinas complementares já que o seu objectivo não é o de constituir uma alternativa ou de substituir a medicina convencional, mas sim complementá-la, aliviando o sofrimento do indivíduo enquanto doente, ou não, melhorando a sua qualidade de vida.
De certa forma, os defensores e praticantes das medicinas complementares, vêm o cumprimento deste objectivo ultrapassado, já que em Portugal, ao contrário de outros países onde já existe legislação que regulamente a prática destas medicinas.
CHOY (2001, p.41), Presidente da Associação Portuguesa de Acupunctura e Disciplinas Associadas, numa entrevista dada à revista Offarm, refere que“esta regulamentação exigiria uma formação superior e específica que dignificaria a actividade e asseguraria a qualidade que se procura”.
Assim a liberdade de escolhas destas terapias e a garantia da qualidade dos serviços prestados não seria posta em causa, respeitando o direito do crescente número de pessoas que optam por este tipo de medicinas.
Os países mais desenvolvidos nomeadamente os Estados Unidos não só aceitam as medicinas complementares como em muitos casos procuram harmonizá-las com a medicina convencional, criando uma útil e desejável complementaridade nos cuidados de saúde, onde os seus profissionais cada vez mais assumem uma atitude de interesse e aceitação face a estas medicinas.
Pelo Trevo Enfermeira Albertina Santos
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